Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 14/05/2020

A sociedade brasileira vive um paradoxo: os interesses individuais se sobrepõem aos anseios coletivos. Em um cenário assim, é de se salientar a necessidade de uma mudança no sistema de saúde, em que pouco está sendo investido. Isso ocorre, em grande medida, porque transformações ocorridas no Brasil fomentam discussões exaltadas acerca da precariedade do Sistema Único de Saúde (SUS), bem como a respeito da falta de leitos oferecido pelos hospitais públicos.

Um mergulho profundo no artigo 196 da Constituição Federal Brasileira de 1988 permite afirmar que todos os indivíduos de uma sociedade possui direito à saúde e que é dever do Estado oferecer recursos para melhor atender os cidadãos e cumprir com essa lei. Porém, a ideia de sistemas de saúde igualitário para todos não é representado no cenário brasileiro quando se convive com os desafios apresentados pelo SUS. Um reflexo disso pode ser visto nas imensas filas em busca de um atendimento médico e a imensidão de pessoas que morrem em grandes epidemias nessas filas pela falta de suporte técnicos. O SUS, sistema gratuito, não está sendo eficaz em muitos locais, não só pela falta de médicos, como também pela falta de medicamentos.

Paralelo a isso, a falta de leitos em hospitais públicos tem gerado inúmeras mortes. O problema da falta de leitos, aliás, não é uma questão simples, pois impacta diretamente a vida de muitas pessoas que perdem familiares devido à falta de suporte que não está sendo oferecida corretamente pelo governo. Como se não bastasse, alguns governantes desviam verbas da saúde pública colocando em risco a vida de milhares de pessoas. Vale ressaltar a frase do filósofo Nicolau Maquiavel que diz: " Mas a ambição do homem é tão grande que, para satisfazer uma vontade presente, não pensa no mal que daí a algum tempo pode resultar dela". Logo, não se pode negar que a precariedade no sistema de saúde, muitas vezes, é fruto do mal investimento dos representantes brasileiros.

Evidencia-se, portanto, que a falta de suporte nos sistemas de saúde constitui um obstáculo para a consolidação de uma sociedade mais igualitária e saudável. Nesse sentido, é fundamental priorizar o pensamento crítico ante o problema da falta de investimento nos setores primordiais para os cidadãos. Para isso acontecer, urge que o Ministério da Saúde promova medidas de atendimentos mensais em residência, com técnicos em enfermagem, para fiscalizar e ajudar na saúde da população e evitar aglomerações em hospitais. Além disso, é necessário que o Governo ofereça grandes descontos em planos  de saúde para os indivíduos que possuem Cadastro Único para que esses também possuam acesso a um sistema de saúde particular com preço acessível. Quem sabe assim, com essas aspirações, a saúde seja de livre e igualitário acesso para todos.