Direito à saúde em questão no Brasil
Enviada em 10/11/2020
O SUS (Sistema Único de Saúde) foi criado em 1988 pela Constituição Federal Brasileira, que determina ser o dever do Estado garantir saúde a toda população brasileira. Conquanto, nota-se que a saúde pública não é vista como prioridade e é preciso combater esse descaso, como também, reconhecer a importância das reivindicações populares para alterar tal cenário na sociedade. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
Em primeiro lugar, é necessário destacar que a crise econômica afeta a saúde pública. De acordo com informações do site G1, em 2016, o estado do Mato Grosso reduziu o fornecimento gratuito de medicamentos para o tratamento de doenças graves, como a fibrose cística, que afeta as glândulas responsáveis pela produção de secreções no organismo. Nesse sentido, observa-se que a situação política atual no Brasil passa por uma grave tensão financeira e, para conter gastos, os governantes cortam os investimentos na distribuição de remédios, fazendo com que a população sofra com esse reflexo, já que muitos pacientes não têm condições de arcar com os gastos.
Além disso, os atos de corrupção corroboram para que haja mudanças no sistema de saúde. Infelizmente, são inúmeros os casos de desvios de verbas e a falta de transparência sobre as transações financeiras que, até então, deveriam ser destinadas aos investimentos nas infraestruturas dos hospitais públicos, à compra de produtos médicos e hospitalares e, também ao pagamento de funcionários. Em consequência disso, nota-se que a qualidade do atendimento é fragilizada, pois, há casos em que pacientes deixam de ser socorridos devido à ausência de macas, maquinas de raio-X e equipamentos médicos descartáveis.
Nessa perspectiva, portanto, fica clara a necessidade de reivindicar os direitos a saúde pública no Brasil, mesmo que o país enfrente uma crise, os investimentos na área não podem ser cortados. Assim, o governo deve ser mais severo em relação aos casos de corrupção e agir conforme a lei, punindo os envolvidos e divulgando os escândalos com ajuda da mídia, para que as denúncias sejam transparentes e que, como acompanhamento da população, essa situação não persista. Ademais, as autoridades, como medida paliativa, devem diminuir gastos em outras áreas, continuar com a distribuição de remédios e investir na criação de novos hospitais, além de melhorar a infraestrutura dos já existentes. Dessa forma, a população terá acesso à saúde pública de qualidade.