Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 30/10/2020

Durante o período da colonização e do império no Brasil, não existiam políticas públicas voltadas para a saúde, o que acarretou na morte de diversas pessoas, como os indígenas que morreram em virtude das doenças trazidas pelos colonizadores europeus, sem ter quaisquer assistências. Posteriormente, com a Constituição Federal de 1988, o Sistema Único de Saúde (SUS), foi criado e, desde então, tem garantido a todos os brasileiros o acesso total a serviços de saúde de forma gratuita. Todavia, o sistema de saúde sofre desafios da falta de investimento e do mau gerenciamento, e como resultado tem-se um sistema colapsado e de baixa qualidade.

Em primeiro plano, pode-se destacar que, segundo dados da Organização Mundial da Saúde, em 2018, apenas 3,6% do orçamento do Governo Federal foi destinado à saúde, enquanto a média mundial é de 11,7%. Deixando evidente que o Estado administra o sistema de saúde incorretamente, desvia investimentos e fecha os olhos para as necessidades exigidas. Dessa forma, não há possibilidade de manter o SUS funcionando de forma adequada e garantindo o direito à saude para todos os brasileiros.

Por conseguinte, os hospitais sofrem com a defasagem de recursos para tratar de seus pacientes, já que as necessidades da saúde são negligenciadas. Embora o Brasil seja o único país com mais de 100 milhões de habitantes a garantir assistência integral gratuita, ainda não possui estruturas suficientes para lidar com a alta demanda. Como resultado, o sistema entra em colapso e apresenta problemas como a insuficiência de leitos, a falta de médicos, maquinários, medicações, entre muitos outros impasses que o SUS enfrenta e que dificultam o êxito na performance do sistema.

Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para que a saúde brasileira seja realmente de qualidade. A princípio, o Ministério da Saúde deve investir na prevenção de doenças para que o sistema de saúde não venha se sobrecarregar com futuras enfermidades. Além disso, o mesmo em conjunto com a mídia deve promover propagandas de prevenção por meio de comerciais que serão exibidos em canais abertos e de influência. Somente assim, será possível enfrentar os dilemas que o Sistema Único de Saúde apresenta e garantir o direito á saúde do cidadão brasileiro com êxito.