Direito à saúde em questão no Brasil
Enviada em 03/11/2020
Quando fala-se de saúde pública no Brasil, logo a população associa a algo com pouco e administração, falta verbas e médicos. Mas segundo o artigo 196, da Constituição Federal, reza que “a saúde é direito de todos e dever do Estado…”, então segundo a Constituição e um dever do Estado levar a mesma a toda população, porém isso nem sempre acontece, levando muita das vezes a Saúde Pública em regiões do Brasil a precariedade.
O Sistema Único de Saúde (SUS) de acordo com o Ministério da Saúde, é um dos maiores sistemas públicos Mundo, tendo em visto que abrange desde o atendimento ambulatorial até o transplante, e garante acesso integral, universal e gratuito para toda a população do país. Nota-se que em tese o SUS era pra ser um programa de qualidade. Entretanto, o cotidiano do brasileiro demonstra uma realidade totalmente adversa da tese.
Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU) 64% dos hospitais estão superlotados no País, o que condiz mais com a realidade no país. Desta forma repara-se que o SUS possui um bom projeto, entretanto na prática ele não é cumprido, tornando o atendimento ruim e muita das vezes ineficaz, levando muita das vezes pacientes a morte sem o atendimento, o exemplo disso é Zila Bueno da Silva que em 200 solicitou um encaminhamento para uma consulta e a reposta só veio 11 anos depois de sua morte
Diante a isso, percebe-se também uma falta de preparo dos hospitais para atender a grande parte da população, outro problema é a corrupção,posto que quando liberada a verba ela é desviada até chegar ao destino ocasionando grande falta de parte do dinheiro, também da falta de médicos e matérias para uso hospitalar.
Sendo assim, medidas são necessárias para solucionar o impasse. Para isto, a população, como principal interessada, deve pleitear, aos seus representantes, que a Constituição Federal seja respeitada e que façam melhorias na saúde pública, para oferecer ao povo um SUS de qualidade e eficaz. Assim como, a mídia em parceria com ONG’s disseminem campanhas que incentivem a mobilização da sociedade para que busquem um atendimento adequado. Por fim, o Estado, por meio dos seus Ministérios da Saúde e Justiça, necessita fiscalizar se o sistema está respeitando a lei maior, bem como se não está atentando contra a dignidade da pessoa humana, fazendo com que os pacientes precisem passar por situações degradantes ao recorrer aos serviços públicos.