Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 03/11/2020

Não há leitos. Não há vagas. Não há médicos no momento. Muitos brasileiros, em situações de vida ou morte, que dependem do sistema público de saúde, se deparam com situações como as afora mencionadas. Ao chegarem aos hospitais em busca de atendimento urgente, descobrem a falta de equipamentos e medicamentos ou até mesmo a falta de profissionais dispostos a atender. O sistema único de saúde (SUS) é um dos melhores do mundo, entretanto está mal direcionado.

Primeiramente, é necessário entender a situação em que o Brasil se encontra. Mais da metade da população utiliza o SUS para tratar problemas de saúde. Conquanto, a carência de investimentos e de médicos especializados é um problema maior do que se imagina. Em questão, o país é pioneiro no serviço público de atendimento hospitalar, mesmo tendo uma população numericamente enorme. O empecilho se encontra no péssimo gerenciamento, que muitas vezes escolhe ignorar as dificuldades que muitos estados apresentam, fazendo com que muitas alas hospitalares se tornem elefantes brancos, abandonados.

Também é possível perceber que o objetivo do SUS, segundo o governo, está errado. De acordo com a definição da Organização Mundial de Saúde (OMS), saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social. Assim, por estarem inseridos em uma situação onde podem ser atendidos ou não por um médico, os brasileiros estão doentes em mais de um sentido. As circunstâncias são essas, os cidadãos estão envelhecendo e engordando cada vez mais. Essas duas acarretam diversas complicações que precisam de tratamento por anos, ou pelo resto da vida. Ao mudar o foco do Sistema Único de saúde, de assistência às pessoas doentes, para a prevenção de doenças e tratamento precoce, há a possibilidade de diminuição de pessoas nas filas de espera.

De modo que haja uma melhora na situação dos hospitais públicos em todo o território, o Ministério da Saúde deve promover a perda de peso, bons hábitos alimentares e esportivos, mostrando o que pode acontecer com as pessoas com obesidade. Também, o Ministério da Educação deve incluir na grade curricular escolar infantil e juvenil aulas que mostrem a importância de evitar uso de drogas, como se alimentar bem, incentivar atividades físicas, como lidar com ansiedade e depressão. Com isso, as futuras gerações de adultos vão aprender como evitar doenças e complicações desnecessárias e, por terem melhores hábitos, envelhecerão em melhores condições.