Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 31/10/2020

Um dos motivos que mais influenciam na qualidade de vida da população e, consequentemente, no desenvolvimento do país, é a eficiência do sistema de saúde. A Constituição Federal é clara sobre a questão da saúde no Brasil, no artigo 196 declara que “o Estado tem como dever garantir acesso universal e igualitário à saúde”. No entanto, fora do papel, a saúde é um direito muitas vezes inacessível; no Brasil há muitas falhas sobre esse sistema, faltam investimentos e consciência da seriedade da situação. Assim, o direito a saúde não está sendo garantido, e a estrutura existente não é eficiente.

Em primeiro lugar, deve-se considerar a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) que a iniciativa é de oferecer atendimento público, com acesso integral, universal e gratuito para toda população do país, essa medida facilitou o acesso à consultas e tratamentos para parte da população que não possui condições de pagar por uma rede privada. Ademais, o SUS é um dos maiores sistemas públicos do mundo, tendo em vista que abrange desde o atendimento ambulatorial até o transplante, porém infelizmente essa teoria não se aplica a realidade, pois, a estrutura dos hospitais e dos pronto atendimentos é deplorável, por falta de leitos, medicações de uso básico, equipamentos e aparelhos que servem para realizar tais exames. Com isso, o atraso e erros de diagnósticos cresce juntamente com a insatisfação de quem depende do serviço público.

Outrossim, a precariedade no atendimento médico do país fere a dignidade de cada paciente. No cenário hospitalar, a falta de médicos, materiais de higiene e remédios, torna inviável o serviço da medicina, vista que de acordo com noticias divulgadas no portal G1, 77% mantêm leitos desativados por não ter equipamentos básicos, 45% dos equipamentos ficam sem uso pela falta de manutenção e 48% de ausência de instrumentos e móveis básicos para prestação dos serviços, o que mostra a insensibilidade dos administradores públicos sobre o forte esquema de corrupção que assola o país, que atribui a negligência do Estado, sendo certo o desvio de verbas públicas são responsáveis pelo triste cenário da realidade da saúde no Brasil.

Diante do que foi exposto, nota-se que os brasileiros encaram um sistema de saúde precário e restrito. Nesse caso a população deve reivindicar que o Governo mostre a transparência no uso de verbas que são destinadas a saúde, a fim de que a destinação dos recursos seja feita de forma correta, por parte do poder público, para que traga melhorias e igualdade nos setores de saúde e assim assegurar a teoria “a saúde é direito de todos e dever do Estado”.