Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 03/11/2020

Conforme previsto no artigo 196 da Constituição Brasileira, é dever do Estado garantir, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), o direito à saúde de qualidade. Entretanto, esse sistema funciona de forma reacionária e pouco preventiva, ou seja, é voltado majoritariamente para pacientes já doentes ou infectados e não promove a prevenção de doenças. Dessa forma, o programa fica sobrecarregado e não atende a todos.

Primeiramente, destaca-se o envelhecimento da população brasileira. Segundo projeções do IBGE, até 2060, a pirâmide etária do Brasil inverterá e haverá mais idosos do que jovens na sociedade. Sendo assim, a incidência de doenças crônicas aumentará e tal fato resultará em mais pessoas utilizando o SUS. Portanto, é necessário promover o envelhecimento da sociedade de forma saudável a fim de prevenir tais patologias e reduzir a dificuldade no acesso ao sistema.

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, 55,7% da população adulta apresenta excesso de peso e 19,8% está obesa. A obesidade e o sedentarismo provocam mazelas como diabetes e hipertensão. Dessa forma, conforme afirmado pelo médico Drauzio Varella, é crucial incentivar a prática de atividades de físicas para diminuir os índices de doenças metabólicas e evitar o aumento das grandes filas de espera nos hospitais brasileiros.

Em síntese, urge que o Estado, por meio do Ministério da Saúde, promova intensas campanhas de incentivo a atividades físicas e maior divulgação dos programas de prática corporal fornecidos pelo SUS, a fim de estimular o envelhecimento da população brasileira de forma saudável e precaver doenças crônicas e metabólicas. Desse modo, assegura-se o pleno funcionamento do SUS e se consagra a realização das diretrizes da Constituição Brasileira.