Direito à saúde em questão no Brasil
Enviada em 03/11/2020
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sete em cada dez brasileiros dependem exclusivamente do sistema público de saúde e os planos privados são mais comuns nas regiões Sul e Sudeste. Com base nessa premissa, é possível notar que o direito a saúde não é igualitário, pois grande parcela da população depende do sistema público de saúde que está em uma situação precária.
O estudo feito pela revista científica britânica The Lancet aponta que a desigualdade social faz mal a saúde, e que as chances de morrer antes dos 85 anos é 46% maior entre os pobres. No Brasil grande parcela da população não tem condições econômicas para financiar planos de saúde, com isso acabam dependentes da saúde pública, que está estruturada dentro do Sistema Único de Saúde(SUS). Entretanto, o SUS vem sofrendo com a falta de recursos, investimentos, médicos e leitos, o que gera um atendimento demorado e negligenciado.
Em contrapartida, o sistema privado de saúde proporciona uma maior estrutura aos pacientes, um menor tempo de espera e um atendimento de qualidade, além disso, também oferece uma maior remuneração e melhores condições de trabalho aos profissionais da saúde, o que influencia no número crescente de médicos atuando no setor privado. No entanto, os preços dos planos de saúde são altíssimos e, sendo assim, a população de baixa renda não possuí o direito à saúde de qualidade.
Apesar dos problemas relacionados ao atendimento precário e negligenciado do SUS, ele foi criado para dar o direito à saúde a todos, sem distinção de gênero, idade, cor ou classe social.Contudo a corrupção, desvios de verba e má gestão acabam prejudicando esse sistema de saúde, o que acaba ocasionando diversos problemas sérios, como, por exemplo, os óbitos na fila de espera por um atendimento no SUS.
O direito à saúde no Brasil não é democrático. Portanto, cabe ao Governo Federal investir mais na contratação e nas condições de trabalho de médicos e enfermeiros no setor público, isso irá contribuir para a diminuição da fila de espera e melhorará o atendimento. O Ministério da Saúde também deverá contribuir focando na prevenção de doenças, o que irá resultar na diminuição das superlotações dos hospitais, ajudando também na redução do tempo de espera por atendimentos. Com essas medidas o direito a saúde poderá ser mais igualitário, sem ter uma maior distinção entre as classes sociais.