Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 03/11/2020

O sistema de saúde do Brasil é perceptivelmente precário e extremamente desigual por todo o país, não proporcionando atendimento a todos, sobretudo em épocas de pandemia, como foi visto ao longo de 2020 com o surto de Covid-19, onde um notável despreparo do sistema e do governo na gestão de recurso e cuidado com a população, o que pode ser observado com a marca de 49.976 óbitos pela doença no dia 20 de Junho com mais de um milhão de casos confirmados.

A desigualdade do sistema de saúde brasileira pode ser comprovada a partir de uma pesquisa feita em 2015 feita pelo G1 de São Paulo, em que dos 30 dos 96 distritos não possuem leitos hospitalares, o que implica diretamente no percurso que as pessoas precisam fazer até os hospitais, onde existem pessoas que não tem a possiblidade de percorrer esse percurso a carro, sobrando assim o transporte público, ocorrendo assim o contato com outras pessoas, o que pode ocasionar uma transmissão no caso de doenças como foi visto com o Covid-19.

Além disso, outro problema é no atendimento médico, como afirma o doutor Drauzio Varella, que os médicos possuem problemas com os planos de saúde na questão de pagamentos e a única forma de sobreviver é atender o maior número de pessoas possível em detrimento da qualidade da consulta. Também existe o problema de investimento no Sistema Único de Saúde (SUS), que possui poucos investimentos por parte do governo, mesmo com a existência de regulamentos para o investimento na saúde.

No fim, percebe-se uma necessidade de maiores investimentos do governo e do Ministério da Saúde, para um melhor sistema, tanto público quanto particular, através de maiores investimento anuais, através de mais uma emenda de lei para determinar os gastos mínimos, resultando em mais leitos e equipamentos necessários, disponibilizando melhores condições de saúde para a população e evitando grandes impactos em pandemias, como a do Covid-19.