Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 03/11/2020

Privatização gera exclusão

No Brasil, o SUS (Sistema Único de Saúde) está implantado desde 1988, ele foi criado pela Constituição Federal Brasileira, que determina que o estado deve garantir saúde a toda população. No entanto, no dia 28/10/2020 saiu uma notícia de que estaria em análise, um decreto que tratava-se da privatização do SUS. O fato é que, a população brasileira não tem condições de arcar com os custos da privatização da saúde pública, pois justamente os que mais necessitam deste recurso, são de grande maioria pobre.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sete a cada dez brasileiros utilizam o SUS para realizarem tratamentos. Sendo assim, 71,5% da população não utiliza nenhum tipo de plano privado de saúde. A partir disso, é visível que essa porcentagem de cidadãos, encontra no sistema público de saúde, sua única possibilidade de garantir atendimento hospitalar gratuito, e se caso ocorresse a privatização, iria acarretar em exclusão dos mais necessitados. Dentro dessa mesma pesquisa, foi constatado que o estado do Maranhão é uma das regiões com maior concentração de porcentagem de usuários do SUS, cerca de 95% da população utiliza o sistema. Isso deixa ainda mais evidente que o país não tem preparo, muito menos condições econômicas para enfrentar tal atitude.

Posto isso, ao invés do presidente pensar em privatizar visando lucros econômicos, ele poderia ter como objetivo, melhorar um bem que é de uso público. Como, por exemplo, o Ministério da Saúde poderia contratar profissionais mais capacitados e redefinir os salários de forma significativa, incluindo novas diretrizes e realizando discussões governamentais, a fim de buscar melhores condições de trabalho, pois grande dos profissionais da área da saúde, trabalham muito e recebem pouco. Sendo assim, isso iria valorizar os esforços desses colaboradores, fazendo com que sintam prazer em ir ao seu expediente.