Direito à saúde em questão no Brasil
Enviada em 03/11/2020
A Constituição Federal de 1988 determina que à saúde é direito de todos e dever do Estado, contudo o direito à saúde continua sendo negligenciado, por causa de uma má administração e escassez de equipamentos, resultantes de casos de corrupção.
O Brasil possui o Sistema Único De Saúde -SUS, criado em 1988, que tem um ótimo planejamento teórico, todavia em sua aplicabilidade apresenta diversas irregularidades, por exemplo, a ausência de recursos básicos, como medicamentos e materiais, além de uma infraestrutura precária.
Logo, a falta de infraestrutura e de recursos, é resultado de uma má gerência e de diversos casos de corrupção, no qual são desviados quantias significativas de dinheiro. Segundo o Instituto Ética e Saúde (IES) pelo menos 2,3% da verba direcionada ao SUS se perde no caminho entre a liberação e sua efetiva aplicação. Um percentual que representa R$14,5 bilhões por ano. O desvio de verbas afeta principalmente a população pertencente às classes mais baixas, em razão de que essas pessoas dependem apenas do Sistema Único De Saúde.
Portanto, o Estado juntamente com o Ministério da Saúde, devem investir em uma maior fiscalização das verbas destinadas à saúde pública, para que esse dinheiro possa ser utilizado de maneira correta, ou seja, em recursos e infraestrutura, para assim, oferecer atendimento de graça para prevenção, tratamento e recuperação de qualidade a população.