Direito à saúde em questão no Brasil
Enviada em 12/11/2020
“No meio do caminho tinha uma pedra”, o famoso verso do poeta Carlos Drummond trata-se de uma metáfora para desafios. Análogo a essa citação, é evidente que há uma pedra no caminho do Brasil: O direito à saúde e a falta de leitos hospitalares. Ademais, de acordo com a pesquisa do G1, 30 distritos não possuem nenhum leito nos hospitais. Ainda assim, com a desigualdade social, há diferenças entre os estabelecimentos de saúde privada e pública. Dessa forma, a elite privada e algumas autoridades políticas desmerecem, muitas vezes, o Sistema Único de Saúde.
Primeiramente, a saúde é um direito constitucional. Logo, o SUS é o caminho para diversas pessoas exercerem esse direito. Além disso, segundo o Instituto Brasileiro Geográfico Estatístico, 71% da população brasileira depende unicamente do SUS. De modo que emite uma demanda enorme de serviços. Em outras palavras, há dificuldades em conseguir ambulâncias de urgência, filas imensas de atendimentos e leitos insuficientes que dificultam o direito à saúde. Embora o SUS seja extremamente importante, a sociedade negligencia esses problemas e não cobram às autoridades medidas mais eficazes para interver a isso.
Outrossim, para o sociólogo francês Émile Durkheim, “o indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido, saber quais são suas origens e as condições de que depende”. Segundo essa linha de raciocínio, é necessário a sociedade compreender a importância do SUS e cobrar às autoridades uma melhora nos serviços de saúde pública.
Portanto, o Governo deve investir na saúde por meio de um projeto de direito à saúde, com o objetivo de aumentar os leitos hospitalares, mais profissionais para atenderem a todos e aumento de ambulâncias nos estados, para que possa aprimorar a saúde pública e oferecer uma saúde de maior qualidade. Além disso, o Ministério das Comunicações deve conscientizar a importância do SUS à população por meio de propagandas na televisão, com objetivo de valorizarem o sistema público de saúde.