Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 18/11/2020

Promulgada pela ONU em 1988, a declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos indivíduos direito não somente à saúde, mas também, ao bem-estar social. Nesse contexto, não há dúvidas de que o direito a saúde no país é um desafio, o qual ocorre, infelizmente, pelo sucateamento da saúde, além da falta de investimento nessa área.

Deve-se destacar, de início, que o sucateamento da saúde como um dos complicadores do problema. Nesse sentido, segundo Rousseau, na obra ‘‘CONTRATO SOCIAL’’, cabe ao estado viabilizar ações que garantam o bem-estar coletivo. No entanto, nota-se, no Brasil, que o acesso a higidez rompe com as defesas do filósofo iluminista. Dessa forma, é inaceitável, em pleno terceiro milênio, não tenha saúde de qualidade para todos, o que violará o que é exigido constitucionalmente.

Em segundo lugar, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução, a baixa aplicação de capital nesse espaço. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influência permanência do problema. Tal fato demonstra-se uma grande incoerência, já que o bem-estar da nação não é realizado na prática.

Em suma, os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. Portanto, as autoridades devem diminuir gastos em outras áreas, por meio de continuar distribuindo medicamentos para todos e investir na infraestrutura dos hospitais. Dessa forma, a população não precisará mais cobrar seus direitos. Só então seremos uma sociedade que promove igualdade de privilégios. .