Direito à saúde em questão no Brasil
Enviada em 22/11/2020
De acordo com a teoria de Hobbes, em que o ser humano é impetuoso, deve-se salientar que a adversidade da desigualdade de recursos no sistema básico de saúde se deve a ganância humana. Sendo ocasionada pela corrupção interna e como consequência, pode-se citar a morte de diversos indivíduos, além do agravamento de múltiplas enfermidades nos cidadãos que não obtiveram acesso aos recursos. Ademais, o Sistema Único de Saúde brasileiro é um direito raro, visto que são poucas nações que ainda mantém a saúde pública gratuita para a população, porém, a comunidade nacional não valoriza tal benefício, ao utilizar os instrumentos de forma abusiva e corromper o sistema.
Em primeira análise, de acordo com os dados do mapa da Desigualdade de São Paulo realizado pela Rede Nossa São Paulo, o Jardim Paulista tem mais de 800 vezes mais leitos do que a Vila Medeiros. Essa pesquisa evidencia a desigualdade de distribuição de recursos entre a população, em que a parcela mais rica da comunidade é beneficiada, enquanto os pobres, que não possuem métodos para custear um plano particular, ficam com uma menor quantidade de recursos. Analogamente, entre as consequências fomentadas, pode-se citar o agravamento das doenças, visto que a população precisa aguardar pelo seu tratamento e em casos mais graves, a espera acarreta a morte do indivíduo.
Sob um segundo olhar, consoante com o pensamento de Edmund Burke, no qual profere que o Estado deve proteger seus filhos, o sistema de saúde brasileiro está fazendo seu papel como provedor de paládio aos cidadãos. Todavia, é certo que os instrumentos são escassos, principalmente devido ao seu uso exorbitante e adulterado, os indivíduos abusam de remédios e leitos, que não são necessários e causando o rápido escasso do artifício, impedindo o uso ideal e por um cidadão carecente. A fim de exemplificação, pode-se notabilizar os meliantes que utilizam receitas falsas para adquirirem uma quantidade demasiada de medicamento, somente para satisfazer o bem-estar individual, consequentemente corrompendo o bem-estar social.
Por tal prerrogativa, é de incumbência do Ministério da Saúde, promover uma melhor inclusão de recursos para toda a população, sendo realizada por meio de instrumentos igualitários em cada centro médico, de acordo com o número de moradores da região, com o objetivo de fomentar uma maior igualdade entre os cidadãos e evitar mortes prematuras devido à espera de tratamento médico. Outrossim, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, deve promover a conscientização acerca do uso racional de recursos médicos, sendo objetivado por meio de palestras informativas nos centros comunitários e com profissionais, sendo direcionada ao coletivo nacional, com a finalidade de efetivar o princípio de Burke e garantir uma sociedade mais saudável e menos corrupta.