Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 06/01/2021

Apesar da Constituição de 1988 garantir o acesso à saúde, grande parte da população brasileira não tem desfrutado desse direito estabelecido. Esse problema, cuja causa se relaciona, sobretudo, com a má gestão do dinheiro público, gera consequências graves como  dificuldades em atender a demanda da população.

Em primeiro lugar, cabe pontuar que a ineficiência em se gerir o dinheiro público, destinado à saúde, é uma das principais causas do SUS( Sistema Ùnico de Saúde) não conseguir suprir as necessidades da sociedade brasileira. Dessa forma, enquanto algumas regiões do país recebem mais recursos, outras, como o nordeste, não são bem assistidas. Exemplo disso são que os procedimentos, que demandam maior estrutura e tecnologia, ocorrem, principalmente, no estado de São Paulo, o que indica uma desigualdade no destino do dinheiro do contribuinte. Ademais, a falta de um planejamento, consciente e de acordo com a realidade brasileira, gera desperdícios e faz com que áreas necessitadas, de maiores investimentos na saúde, fiquem desassistidas, fato que corrobora para a situação delicada do sistema público de saúde brasileiro.

Em decorrência disso, uma parcela da população, especialmente a que pertence à classe média baixa, se vê sem o acesso à saúde garantido. Assim, devido a administração ineficaz, muitas vezes, a demanda médica do povo brasileiro fica comprometida. Destarte, a falta de leitos, de medicamentos, de UTIs, a dificuldade de acesso à cirurgias e diversos procedimentos são uma realidade na sociedade brasileira. Em virtude disso, muitas vidas são perdidas por não receberem o atendimento necessário.

Medidas, portanto, tornam-se necessárias para que o direito à saúde seja garantido. Nesse sentido, o Governo Federal, com auxílio do Ministério da Saúde, deve realizar o mapeamento das regiões brasileiras com o objetivo de gerar relatórios que mostrem as necessidades, na área da saúde, de cada região, para que os recursos sejam destinados de acordo com a demanda local, evitando, assim, a desigualdade quanto ao destino do dinheiro público. Além disso, é necessário que profissionais, com conhecimento em gestão, sejam nomeados para cargos administrativos na área da sáude, como no Ministério e Secretarias de Saúde. Com isso, os recursos serão bem administrados e o SUS conseguirá suprir a demanda da população. Em virtude disso, o direito à saúde será garantido, como preconiza a Constituição.