Direito à saúde em questão no Brasil
Enviada em 19/04/2021
No contexto atual, vivemos uma crise na saúde brasileira. Infelizmente, com a chegada do vírus da Covid-19, o sistema único de saúde (SUS), tem se mostrado cada vez mais instável. Isso ocorre devido ao mau investimento no campo, causando a superlotação dos postos de saúde, desatualização da tabela de procedimentos disponíveis e insuficiência de recursos.
O SUS é um sistema de extrema importância, já que, garante acesso integral, universal e igualitário à população brasileira. Esse sistema, beneficia cerca de 180 milhões de brasileiros e realiza por ano cerca de 2,8 bilhões de atendimentos, desde procedimentos ambulatoriais simples a atendimentos de alta complexidade, como, transplantes de órgãos. Entretanto, o Brasil é um dos países que menos investe na saúde, o que o torna mais precário.
Com o mau investimento nessa área e com a chegada da pandemia, o SUS presenciou uma crise. No Brasil, já são mais de 5,5 milhões de casos e 150 mil mortes, muitas delas, causadas pela superlotação dos postos de saúde. A pandemia apenas ampliou a evidência de que o país estava em crise, não investindo onde há maior carência e não oferecendo a assistência médica necessária em todos os níveis, além disso, o sistema público de saúde brasileiro não chega da mesma forma a todas as regiões, como, por exemplo, o caso em Manaus, onde a falta de cilindros de oxigênio provocou a morte de vários pacientes de Covid-19 e obrigou a remoção de dezenas para outros Estados.
Portanto, pode-se concluir que, a crise atual no sistema de saúde brasileiro ocorre devido ao mau investimento na área. Por esse motivo, o acesso ao SUS deve ser democratizado, através do fornecimento de mais locais, para que não haja superlotação, principalmente em regiões onde o sistema de saúde não é o mesmo, além de distribuir mais recursos e estabelecer dados mais concretos. De modo a ampliar o acesso à saúde e a melhorar o gerenciamento.