Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 19/04/2021

Embora haja grande concorrência existente na ocupação de vagas em medicina, ainda grande parcela das atenções não está voltada para os problemas referentes à saúde de todos os brasileiros. Com isso, são levadas em conta as consideráveis precariedades nos Sistemas Básicos de Saúde e a falta de profissionais e de investimentos, contribuindo para dificultar o acesso ao direito à saúde dos pacientes menos favorecidos no Brasil.

Segundo a Lei nº 8.080 (19/09/1990), a saúde é um direito primordial de todo e qualquer ser humano. Por isso, pessoas de baixa renda recorrem ao SUS – Sistema Único de Saúde – por não terem condições financeiras para arcar com as despesas de um plano de saúde privado. Todavia, acabam por enfrentar debilitações, bem como o mau atendimento, ausência ou baixa qualidade de equipamentos tecnológicos, infraestrutura defasada e superlotação.

Ainda convém lembrar da insuficiência de profissionais nos serviços básicos de saúde, visto as altas cargas horárias, turnos estendidos, infraestrutura precária (como mencionado anteriormente) e, mormente, o baixo salário. Isto posto, tais problemas levam às falhas nos sistemas básicos de saúde devido à carência de investimentos através das verbas, que são utilizadas nestas áreas em torno de apenas 3,6% do PIB (Produto Interno Bruto).

Levando-se em conta os aspectos apresentados, é imprescindível que as autoridades do Governo federal se interessem mais em fazer valer a lei que garante a universalização da saúde, ordenando os gastos estatais e concedendo as verbas precisas (informando em notas a população) para essas áreas para uso de mão de obra, a fim de priorizar as pessoas de baixa renda. Outrossim, a gestão dos hospitais tem de possuir planejamentos estratégicos, elevar o nível de organização (de modo a evitar filas) e optar por informações de forma eletrônica.