Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 19/04/2021

A globalização entendida como expressão de uma nova fase capitalista, coloca em questão a eficácia das políticas de Estado mais do que em qualquer outro momento e, sem a mediação dos Estados, as sociedades humanas tornam-se mais vulneráveis a concentração de riquezas, aumentando a distância entre ricos e pobres no mundo. Essa lógica, relaciona-se com o direito à saúde no Brasil, pois nele conseguimos ver uma alta desigualdade social, um problema da atual sociedade. Dessa forma, a administração da saúde pública e a corrupção são casos que precisam ser analisados, visando evidenciar possíveis formas de lidar com eles.

Segundo o artigo 196 da Constituição federal, A saúde é direito de todos e dever do Estado, logo a saúde pública deveria ser de acesso rápido e eficaz para toda a população Brasileira, o que infelizmente não acontece, pois, por mais que tenhamos o Sistema único de Saúde (SUS) que foi instituído para cumprir a lei, é completamente mal administrado pelo governo, pois enxergamos cada dia mais os longos tempos de espera, a falta de profissionais qualificados e leitos, alto número de mortes e a má administração financeira. Causando assim, uma grande desigualdade, pois, pessoas que não têm acesso a uma saúde particular, acabam sofrendo pela falta de humanidade do público.

Além disso, somos surpreendidos por diversos casos de corrupção na área financeira da saúde, assim como explícita os dados do Tribunal de Contas da União (TCU) pela Controladoria-Geral da União (CGU), constata que nos últimos catorze anos mais de quatro bilhões de reais que deveriam servir ao SUS foi desviado. Portanto, torna-se visível a corrupção governamental que sofremos, em que somos obrigados a pagar altos impostos para a manutenção e melhoria da saúde e educação pública, mas é desviado para outros afins.

Em virtude do que foi mencionado, é correto afirmar ser necessário intervir nessa estrutura com o objetivo de salvar a sociedade mediante a tais situações graves. Portanto, o Estado por meio dos ministérios e órgão públicos deve organizar um novo gabinete ou secretária que tenha uma alta supervisão, para que todo o dinheiro que é destinado à saúde pública realmente seja concretizado, para que então possamos caminhar para construir uma sociedade cada vez menos desigual e com todos tenham os mesmos direitos.