Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 19/04/2021

O Brasil é o único país com mais de 100 milhões de habitantes que possui um sistema unificado de saúde como o SUS. Apesar do Sistema Único de Saúde ter sido criado com o intuito de ser uma opção acessível a todos, na realidade, não é assim que acontece. É direito de todo cidadão ter acesso à saúde, mas no Brasil essa é uma questão que apresenta diversos problemas que precisam ser corrigidos como, por exemplo, a falta de investimentos e de atendimentos adequados, a negligência ao se tratar dos menos afortunados e a corrupção associada a essa área da sociedade.

A saúde brasileira é definitivamente um dos setores mais problemáticos do país e, ainda assim, um dos que recebe menos atenção e investimento. Frequentemente, são noticiados buracos no orçamento da rede de saúde e, devido a isso, há muitos relatos de profissionais da área sobre atrasos nos pagamentos dos salários, precariedade de condições de atuação e escassez de equipamentos e medicamentos apropriados que, por si só, já são fatores que impedem o atendimento. Só quem realmente precisa do SUS entende a dificuldade que é conseguir um atendimento adequado. Perante a isso, os responsáveis ​​pelo gerenciamento desse setor dificilmente fazem uso do sistema de saúde público e, portanto, não compreendem completamente suas carências e as necessidade da população.

Devido a isso, boa parte da saúde da população é negligenciada, apesar da Constituição Federal de 1988 prever que a saúde é direito de todos e dever do Estado. O SUS, que deveria servir como uma alternativa para aqueles que não têm condições de pagar por um plano de saúde, na verdade, serve como uma alternativa para a corrupção e, desse jeito, só quem desfruta de um padrão de vida melhor é quem consegue um atendimento médico de qualidade. Essa falta de cuidado por parte das autoridades para com o Sistema Único de Saúde é exemplificada quando citada a falta de leitos no território nacional, apesar de possuírem verbas para melhorar essa questão. Usando o estado de São Paulo como exemplo, há 2,99 leitos para cada mil pessoas e, portanto, não existem leitos suficientes para todos. Esse padrão se estende por todo o país, entretanto, existem alas inteiras abandonadas em diversos hospitais.

Sendo assim, conclui-se que é preciso que os órgãos governamentais responsáveis pela área da saúde se dediquem mais em direcionar as verbas para o preenchimento desses buracos como, por exemplo, instituir alguma função às alas abandonadas dos hospitais podendo inclusive transformá-las em áreas com mais leitos disponíveis, principalmente no momento atual que vivemos da pandemia da COVID-19. Dessa forma, mais pessoas serão atendidas e atendimento será negado a menos pessoas.