Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 19/04/2021

Saúde para todos e a privatização do SUS: um grande paradoxo

Ao debater sobre saúde brasileira, é quase impossível não trazer à tona o SUS (Sistema Único de Saúde) pois ele relaciona-se diretamente com o respectivo tópico, sendo o único serviço público (sem custos) que visa o bem-estar em um país com grande população. Em teoria, essa rede é feita para todos os brasileiros, sem exceção, tendo como preceito a vitalidade como direito de todo cidadão. Mas será que esse sistema realmente cumpre com seus princípios? O investimento econômico feito pelo Brasil é suficiente? E se a tão temida privatização desse serviço público realmente acontecer?

Segundo o Ministério da Saúde, o SUS abrange desde o simples atendimento para avaliação da pressão arterial, até o transplante de orgãos, garantindo acesso integral, universal e gratuito para todos os habitantes do país. No entanto, a realidade mostra algo demasiado distante disso: há pouquíssimos leitos disponíveis nos hospitais em relação ao número de moradores de cada região, os que esperam por orgãos na imensa fila muitas vezes morrem, a infraestrutura e o demorado atendimento são péssimos por conta do baixo investimento do governo brasileiro na área da saúde. A situação está precária e só veio piorando nos últimos anos, o que contribui para uma qualidade de vida ainda mais baixa.

É inegável que o SUS já ajudou e ainda ajuda demais a população, até porque sem ele a maioria não teria como cuidar do seu próprio bem-estar ou ter acesso a medicamentos. Ele está presente no nosso dia a dia, através da Vigilância Sanitária e Anvisa, que verificam a qualidade dos alimentos e cosméticos. Porém, com a possível privatização desse sistema, assunto recente depois que o atual presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto de autorização ao preparo de um modelo de privatização para as Unidades Básicas de Saúde, ele perderá sua essência de dar assistência médica a todos, removerá o direito de muitos de ter um atendimento médico e nunca mais será o mesmo, intensificando ainda mais a desigualdade social brasileira.

Em suma, pode-se concluir que ainda há muito o que fazer para melhorar o desempenho do Sistema Único de Saúde: o governo deve dedicar-se mais, investindo bastante nessa exclusiva e inovadora rede, que se fosse melhor gerenciada haveria uma grande otimização de vários aspectos e índices, além de excluir completamente a possibilidade de privatização, que é sem cabimento e estragaria qualquer tipo de futura melhoria, vide que é um sistema originalmente sem fins lucrativos.