Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 19/04/2021

A Constituição Federal prevê o acesso à saúde como um direito básico que deve ser garantido ao brasileiro. Entretanto, essa não é a realidade que encontramos em nosso país atualmente, pois temos um sistema de saúde que apesar de ser gratuito, não consegue atender a demanda da população por uma série de fatores, entre os quais o principal é a falta de investimentos, resultando em um sistema defasado que acaba prejudicando as pessoas que mais dependem desse serviço.

A priori, é preciso destacar a principal razão dessa realidade atual do SUS, o Sistema Único de Saúde. Para o Conselho Federal de Medicina do país, o investimento na saúde está muito abaixo do ideal, sendo apenas 4% do PIB. Esse baixo investimento resulta na falta de profissionais, que vão desde pessoas responsáveis pela triagem até os profissionais de consultório, e estes também estão distribuídos de forma não igualitária, pois faltam médicos nas unidades que mais necessitam devido a alta demanda. Ademais, faltam também medicamentos e equipamentos necessários para se realizar um atendimento digno, pois muitas pessoas, por exemplo, deixam de realizar uma cirurgia devido a falta de insumos hospitalares.

Outrossim, a estrutura precária de hospitais também contribui para essa problemática. O sistema conta com áreas hospitalares que são abandonadas por falta de verba ou por problemas de estruturas que impossibilitam o atendimento, como goteiras e falta de ventilação adequada e que poderiam, com uma reforma, serem utilizadas como áreas de internação e alas de procedimentos médicos. Aliado a isso, existem áreas que não possuem unidades de atendimento e, por consequência, não conseguem atender populações mais afastadas que dependem do serviço público, já que não tem condições financeiras de custear um convênio. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mais de 60% da população depende do SUS.

Portanto, é evidente a necessidade de um maior investimento nessa área, ato que deve ser feito pelo Governo Federal, cortando gastos que não sejam necessários para injetá-los na Saúde, contratando mais profissionais e os distribuindo melhor pelas unidades do país e investindo na compra de insumos que possibilitem a realização de exames de cirurgias de pacientes que aguardam há tanto tempo. Apenas dessa forma teremos melhores condições para pacientes e agentes que atuam no sistema público de sáude do país.