Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 19/04/2021

A questão da saúde no Brasil é um tanto quanto complexa, o SUS (Sistema Único de Saúde) implementado em 1988, em teoria, oferece o direito à saúde pública gratuita a todos os brasileiros, independente de o cidadão possuir ou não um plano de saúde especial. A partir desse oferecimento de um sistema totalmente gratuito, presume-se a indispensabilidade de um imenso investimento em cima de todos os elementos em que o mesmo abrange, como equipamentos, estruturas e medicamentos, em resumo, a tecnologia necessária, visto que atenderá, em média, 200 milhões de pessoas.

Para começar, é relevante levarmos em conta a tendência da população brasileira, onde, segundo o censo do IBGE, desde 2018, encontra-se um constante aumento da população idosa, em inversa proporcionalidade em relação à população jovem. Tal fato nos traz a reflexão de que, com o passar dos anos, mais pessoas estarão dependentes de um atendimento hospitalar, a partir do momento em que, ao envelhecer, existe uma maior probabilidade da obtenção de doenças, principalmente crônicas, as quais dependem de exames frequentes e medicações específicas, em suma, gastos cada vez maiores.

Em seguida, encontramos o que pode ser compreendido como um catalisador para o estufamento dos sistemas de saúde. Ao encontrar pessoas cada vez mais sedentárias, tendendo à obesidade, à baixa imunidade, inseridas em uma cultura que ocorre apenas a busca de um atendimento hospitalar no momento em que encontra-se uma doença de fato, correlacionadas com o quadro de envelhecimento da população , não será possível, desse modo, proporcionar o direito à saúde a todos os brasileiros.

Resumidamente, é um grande desafio estabelecer, na prática, a teoria que é proposta sobre o Sistema Único de Saúde no Brasil, visto que é destinado a uma população bastante numerosa a qual precisará cada vez mais do serviço oferecido, em oposição a um investimento insuficiente e uma cultura desfavorável para sua efetivação. Sendo assim, o governo, deve destinar investimentos cada vez maiores destinados à saúde e que se encontrem proporcionais aos avanços e o encarecimento das tecnologias da medicina, além de promover campanhas com a finalidade de instigar as pessoas a cuidar da sua própria saúde, seja através de atividades físicas, uma melhor alimentação, e até mesmo, através de exames de rotina, dessa forma, haverá uma prevenção de doenças as quais podem carecer de um maior gasto no futuro. Assim como é melhor, também é mais barato prevenir do que remediar.