Direito à saúde em questão no Brasil
Enviada em 19/04/2021
É inegável que o acesso à saúde é um direito humano e é necessário para a manutenção da vida. O Brasil possui um dos maiores sistemas de saúde pública do mundo, o SUS (Sistema Único de Saúde). Infelizmente ele não funciona como planejado pela falta de verba, o que prejudica as classes sociais mais baixas que dependem deste sistema. Diante disso, dois aspectos fazem-se relevantes: o despreparamento dos serviços públicos de saúde no Brasil e a necessidade da democratização do acesso à saúde.
Primeiramente, pode-se ressaltar que o país enfrenta uma crise, que já vinha de tempos, e foi alavancada pela pandemia do Corona Vírus. Consequentemente, a saúde pública foi afetada. Segundo o “Portal Educaçao”, o SUS têm enfrentado inúmeros problemas como a superlotação, falta de leito nos hospitais, aparelhos quebrados, laboratórios interditados e a falta de médicos no pronto-socorro e nos postos de saúde. São impasses que impossibilitam que a saúde seja acessada por todos, o que na teoria é o objetivo do Sistema Único de Saúde (SUS).
Adicionalmente, é possível mencionar as classes sociais baixas e as pessoas que não possuem plano de saúde particular, os quais representam 70% da população brasileira. É um grande número de pessoas que são dependentes do atendimento público. Contudo, a entrevista publicada pela “Época Negócios”, aponta que 38,5% dos entrevistados expressam insatisfação com o SUS, principalmente no quesito do tempo de atendimento, ou seja, demora muito.
Diante dos argumentos supracitados, conclui-se que o acesso à saúde deve ser democratizado, considerando principalmente o grande número de dependentes do serviço público. Para que isso ocorra, o Governo deve distribuir a renda necessária para a manutenção do SUS, cabendo aos Governadores e aos Prefeitos utilizarem a verba de maneira correta e justa. Assim como prevê o Artigo 196 da Constituição, o qual afirma que a saúde é direito de todos e dever do Estado.