Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 16/06/2021

A Constituição brasileira de 1988 expressa que todo cidadão tem direito à saúde. Contudo, tal fato não é concretizado na realidade, como foi evidenciado na pandemia da Covid-19, na qual houve a lotação dos leitos de UTI, o que impediu muitas pessoas de terem o tratamento adequado. Com isso, evidencia-se como a saúde não é mais um direito e, sim, um privilégio devido à má gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), a qual é extremamente nociva, principalmente, para a sociedade atual e futura.

Sob tal perspectiva, a sociedade brasileira necessita -mais do que nunca- de um acesso amplo à saúde. De acordo com dados do IBGE, a característica etária da população está em transição, ou seja, o percentual de idosos aumentará cada vez mais ao longo dos anos. Dessa forma, nota-se que haverá a ampliação do número de pessoas que necessitam de um maior acompanhamento médico -algo característico da idade- o que acarretará a uma maior demanda do SUS. Logo, evidencia-se a importância de um bom gerenciamento desse sistema para que ele consiga suprir todas as necessidades, tanto as atuais, como as futuras.

No entanto, esse bom gerenciamento não é o que ocorre na maioria das vezes, já que a saúde pública no país encontra-se em constante instabilidade. Tal tese é corroborada pela situação política brasileira, pois em meio a um surto pandêmico da Covid-19, a pessoa destinada ao cargo de Ministro da Saúde foi modificada inúmeras vezes. Assim, explicita-se a impossibilidade de haver uma administração adequada do SUS, já que até o principal cargo responsável pela saúde não está organizado devidamente, o que evidencia a importância da população protestar contra essas atitudes a fim de ser beneficiada pela boa gestão de sistemas destinados a ela.

Conclui-se, portanto, que medidas são necessárias para que haja um melhor gerenciamento do SUS e, consequentemente, um acesso amplo à saúde pela população. Para isso, os brasileiros devem, por meio das mídias digitais, fiscalizar e cobrar o Governo, majoritariamente no que tange a suas medidas relacionadas à saúde. Por conseguinte, ao pressionar o Estado se atingirá a finalidade de ter maior garantia de estabilidade do SUS -uma vez que as redes sociais têm grande papel nos protestos contra injustiças, aumentando a voz dos brasileiros- o que proporcionará uma vida digna à sociedade, principalmente aos mais velhos que serão grande percentual da população em breve.