Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 06/03/2022

Thomas Morus, citou em seus escritos uma ilha imaginária, chamada, Utopia, protótipo da mais plena perfeição social em termos de convivência humana e urbana. No entanto, o que se percebe quando se trata da negligência do direito à saúde em questão no Brasil, é uma realidade completamente oposta a da ilha de Morus. Sob esse viés, e com intuito de reversão desse cenário heterogênio, é indispensável averiguar suas principais causas e consequências.

Em primero lugar, nota-se a questão constitucional e sua aplicação como agravantes do impasse. Pois, de acordo Aristoteles, a política deve ser utilizada de modo que por meio da justiça o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Todavia, o grande número de hospitais em mau funcionamento, devido a falta de investimentos para reparos e contratação de funcionários, rompe esse equilíbrio. Tendo em vista que embora a constituição de 1988, assegura a saúde como um direito de todos, ainda há muitos que sofrem ao depender da saúde pública. Dessa forma, nos afastando cada vez mais da ilha de Morus.

Em segundo lugar, percebe-se que a própria população não tem conhecimento de quão grave é a situação das pessoas que dependem dos hospitais públicos. Com intuido de apresentar essa realidade, uma pesquisa realizada pelo G1 mostra o quão precaria são as condições de alguns desses hospitais. A exemplo disso, a pesquisa mostra que quase um terço dos distritos da capital paulista não possuem sequer um leito hospitalar, logo, deixando claro uma grande falha no sistema de saúde brasileiro e uma certa aflição em boa parte da população em um dia ficar dependente desse sistema. Sem dúvida, perpetua-se, dessa forma a necessidade de mudança desse cenário heterogênio, aproximando-nos da utopia.

Diante disso, vê-se que o direito a saúde é uma questão que deve ser mais bem tratada no Brasil. A fim, de resolver a problemática em discussão, cabe ao Governo o protagonismo de ações relacionadas ao fim desse problema. Isso será feito por meio de maiores investimentos nas reformas hospitalares e na contratação de profissionais, desse modo, permitindo que todo seu espaço seja utilizado e um melhor atendimento da população. Assim procedendo, haverá uma redução perceptível do número de problemas relacionadas a saúde no Brasil.