Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 20/04/2022

“O amor por princípio, e a ordem por base; o progresso por fim.”, esse lema positivista , formulado pelo autor Auguste Comte, inspirou a frase “Ordem e Progreso” exposta na bandeira nacional. No entanto, o cenário vivenciado no Brasil, representa uma antítese à máxima do símbolo pátrio, já que a ineficiência a garantia do direito à saúde -grave problema a ser enfrentado pela população- resulta na desordem e no retrocesso do desenvolvimento social. Sendo assim, é inegável que a lacuna estatal e o silenciamento agravam o revés.

A negligência governamental, desse modo, cristaliza a falha no acesso à saúde. Acerca disso, o filósofo Thomas Hobbes, relata que é dever do estado proporcionar meios que auxiliem o progresso de toda a coletividade. Em contrassenso ao pensador Hobbes, ocorre no país, uma escassez de investimentos no hospitais públicos, o que, por conseguinte, gera uma situação desumana, onde pessoas de baixa renda não tem assistência médica adequada devido a falta de profissionais e leitos médicos, desencadeando um agravamento no quadro clínico do paciente. Assim, enquanto o Estado não cumprir com o seu dever difícil será a resolução dessa ponderosa questão.

Além disso, percebe-se que a invisibilidade consolida a atual conjuntura. A célebre escritora Djalma Ribeiro, afirma que para atuar em uma situação, deve-se, antes de tudo, tirá-la do esquecimento. Sob esse viés, a falta de debates acerca da saúde na nação verde-amarela, se apresenta como uma oposição a tese da socióloga renomada, isso porque não há uma repercussão sobre os problemas hospitalares vivenciadas pela população carente, logo, mantendo esse contexto silenciado e sem proposta de resolução. Nesse sentido, é preciso dar visibilidade a falta de democratização da saúde para encontrar uma solução, como reflete Djalma Ribeiro.