Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 21/04/2022

A Declaração Universal dos Direitos Humanos promove que todos, independente de etnia e renda, devem possuir acesso à saúde com igualdade. Conquanto, no Brasil, o baixo investimento governamental sobre a saúde pública dificulta o acesso igualitário da sociedade. Além disso, a ausência da democratização da higidez possibilita o agravamento de doenças sobre a população, visto que não realizam tratamentos adequados sobre as enfermidades.

Diante desse cenário, é importante salientar que o pequeno investimento governamental destinado ao bem-estar minimiza o acesso igualitário da população, uma vez que a maior parcela populacional não possui planos de saúde. De acordo com o “Mapa da Desigualdade”, produzido pela Rede Nossa São Paulo, cerca de 30% dos distritos paulistas não têm leito hospitalar, o que decorre da falta de verba. Desse modo, é necessário que ocorra a ascensão do investimento sobre o bem-estar para que a desigualdade de acesso seja notoriamente reduzida.

De modo complementar, cabe ressaltar que o baixo acesso populacional à higidez resulta no agravamento de doenças, o que decorre da ausência de meios para realizar o tratamento e, muitas vezes, leva o indivíduo à óbito. Na obra “Urupês”, escrita por Monteiro Lobato, é retratada a realidade de Jeca Tatu, o qual fica impossibilitado de realizar tarefas simples após desenvolver um estágio avançado de uma doença que não recebeu o tratamento ideal. Paralelamente, essa realidade ainda está presente no Brasil, como nas comunidades carentes e sem infraestrutura. Logo, é evidente que ações devem ser realizadas para facilitar o acesso à saúde e ao tratamento precoce de doenças, o que evita agravamentos.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver os impasses presentes na saúde no Brasil. Sendo assim, o Ministério da Saúde deve, por meio de impostos arrecadados sobre planos de saúde, promover um projeto de construção de hospitais públicos. Tal projeto deve priorizar as áreas carentes para as primeiras construções, como as comunidades interioranas. Espera-se, com essa medida, a ascensão do acesso igualitário ao bem-estar e, consequentemente, a atenuação de casos de agravamento de doenças por falta de cuidados médicos, como promove a Declaração Universal dos Direitos Humanos.