Direito à saúde em questão no Brasil
Enviada em 09/08/2022
O filósofo Jean-Jacques Rousseau, em sua teoria do Contrato Social, impõe que é dever do Estado garantir o bem-estar dos cidadãos. Todavia, a negligência do direito à saúde no Brasil fere esse princípio. Isso acontece devido à precariedade no atendimento e à falta de fundos financeiros. Logo, é preciso debater essa pauta.
Em realidade, destacam-se as falhas do serviço prestado por hospitais públicos. Segundo uma notícia do site G1, uma mulher na cidade de Porto Alegre, em 2016, foi chamada na lista de espera do SUS (Sistema Único de Saúde) onze anos após morrer. Isso é alarmante, pois, haja vista a grande demanda por atendimento, a cidadã não foi eficientemente consultada, de modo a resultar em seu óbito. Ante o exposto, nota-se que o bem-estar gratuito ofertado é, com frequência, insuficiente.
Ademais, é importante citar os poucos recursos monetários. De acordo com um levantamento feito pelo Ministério da Saúde, em 2016, o SUS herdou uma dívida de 3,5 bilhões de reais ao ampliar seus trabalhos. Tal informação é preocupante, porque a ausência de dinheiro compromete o bom funcionamento dos hospitais, já que ocasiona a carência de equipamentos, funcionários e medicamentos disponíveis à alta quantia de pacientes. Por conseguinte, diversos indivíduos têm seu bem-estar e qualidade de vida prejudicados.
Portanto, é necessário solucionar a questão debatida. Para tanto, a fim de assegurar atendimentos médicos eficazes e suficientes, cabe aos órgãos governamentais, a exemplo dos Ministérios da Saúde e da Economia, aperfeiçoarem o SUS, mediante não só a disponibilização de um maior capital ao sistema, mas também a construção de mais hospitais públicos em todo o território nacional, de forma a evitar um atendimento deficiente e o crescimento de débitos. Destarte, o Contrato Social será respeitado.