Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 09/04/2024

Como maior país da América Latina e quinto maior em número de habitantes no mundo, o Brasil enfrenta diversos desafios para garantir a acessibilidade a direitos humanos. No acesso à Saúde, isso não é diferente.

Os mais de 200 milhões de brasileiros contam, hoje, com atendimento por meio de um sistema de saúde universal, público, gratuito e unificado – o Sistema Único de Saúde (SUS) – que é referência mesmo para países mais populosos e desenvolvidos. Entre os países com mais de 100 milhões de habitantes, o Brasil é o único que oferece serviços de saúde com este perfil. (MUDA MAIS, 2015) No entanto, a realidade ha hora de buscar atendimento revela a desigualdade na distribuição de leitos na cidade de São Paulo.

O levantamento feito pela Rede Nossa São Paulo e divulgado por meio do mapa da Desigualdade de São Paulo de 2015 mostra que a quantidade geral de leitos (públicos e privados) aumentou depois de 2012 e está dentro da meta do Ministério da Saúde, que é de 2,5 a 3 a cada mil habitantes.

São Paulo conta com 2,99 leitos para cada 1000 habitantes, porém, o que o mapa também revela é uma desigualdade na alocação de leitos entre os distritos da cidade. A maior diferença está entre o Jardim Paulista, que tem 35,53 leitos a cada mil pessoas, e a Vila Medeiros, que possui 0,040 a cada mil pessoas, ou seja, 881 vezes menos leitos. (G1, 2015)

Pesquisas como essa mostram a necessidade de diálogo entre Governo e o setor de Saúde privado, bem como de comprometimento em investir em diversos setores da Saúde. É imprescindível buscar a compreensão das necessidades de cada distrito e de seus habitantes para criar leitos de acesso público em locais com índices de desenvolvimento socioeconômico menores. E, além de ter leitos à disposição, para garantir o acesso à Saúde de toda a população é necessário investir em pessoal e nas condições de trabalho dos profissionais de Saúde.