Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 29/04/2024

Considerando a Constituição Federal, que define a saúde como sendo direito de todos, garantida por meio de políticas sociais e econômicas, com acesso universal, equitativo e igualitário, ainda percebe-se uma fragilidade na prática, nos remetendo a pensar sobre os motivos que estão relacionados a esta sensibilidade.

A falta de planejamento e estratégias governamentais pode estar dentre os principais motivos que levam às diferenças visíveis de condições de saúde em diversas regiões do Brasil, devendo-se possivelmente à maneira como a informação e o acesso aos sistemas de saúde estão presentes na vida dos brasileiros de diferentes realidades socioeconômicas, a exemplo da doação de órgãos, que até hoje ainda é uma prática prevista na constituição dos direitos humanos, tanto para potenciais doadores, como para receptores, no entanto, há uma mistificação que engloba desde preconceito até negativa por parte dos familiares, seja por crença religiosa ou por desconhecimento de como é feita a retirada dos órgãos passíveis de transplante.

Os sistemas de saúde tem questionado sobre os motivos da baixa oferta de órgãos para a doação, contudo, não é possível identificar informações claras e sistemas funcionais de divulgação e desmistificação das causas de negativas que englobam a retirada de órgãos potenciais para doação e transplante, até mesmo as instituições de saúde possuem deficiência de informações acerca da prática.

Infere-se, portanto, que a saúde é um direito de todos, no entanto, esta prática ainda permanece fragilizada no sistema de saúde do Brasil, necessitando de maior atenção por parte dos órgãos governamentais e das próprias instituições de saúde, sejam públicas ou privadas, permitindo acesso a todos de forma igualitária e com equidade, considerando as diferenças populacionais como um todo e aplicando estratégias assertivas sobre as ações implementadas.