Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 06/05/2024

O sistema de saúde no Brasil tem um modelo téorico bastante democrático. Todos os cidadãos brasileiros possuem acesso à saúde atrvés do Sistema Único de Saúde (SUS), mesmo levando em conta as dimensões continentais e altíssima densidade demográfica no país. Porém, na prática, nem sempre essa teoria consegue se provar e muitas pessoas acabam sem acesso a um tratamento adequado.

São Paulo é um exemplo, cidade de grande concentração demográfica e, sabe-se, existem poucos leitos disponíveis para cada mil habitantes. Esses números pioram à medida que se olha para os bairros e distritos mais pobres. Logo, é correto afirmar que o SUS não consegue, sozinho, dar conta de prover atendimento e saúde para toda a população. Para evitar um colapso da saúde pública no país, tornam-se necessárias medidas adicionais. No cerne delas está, obviamente, o governo. Uma vez que o SUS é sustentado e fomentado pelo governo brasileiro, entende-se que este deveria investir mais para aumentar a qualidade e o acesso a um serviço e um direito tão importantes para aqueles que vivem no país.

Existem, porém, outras formas de fazer com que o SUS atue de forma mais sustentável. Muitos brasileiros possuem planos de saúde, de diferentres naturezas: empresariais, privados ou de família. É justo, também, inferir que quanto mais pessoas aderirem à modalidade, menos pessoas dependerão exclusivamente do SUS, diminuindo a fatia da população que sofre com a falta de investimento governamental. A existência e sobrevivência das operadoras de convênios de saúde são de grande valor para a manutenção do direito à saúde em um país tão grande quanto o Brasil.

Apesar de promover o direito à saúde de toda sua população, em teoria, o Brasil ainda enfrenta dificuldades para garantir este acesso a todos. Investir mais dinheiro e levar a saúde até mesmo às periferias deveria ser uma prioridade governamental. Mesmo assim, ainda existem aliados - e não concorrentes - nesta luta: as operadoras de planos de saúde aliviam a dependência do SUS. Dessa forma, resta seguir exigindo mais investimento e garantindo a sobrevivência das operadoras de saúde no país para que a necessidade de investir seja cada vez menor.