Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 05/06/2024

Desde 1988 no Brasil, a partir da constituição cidadã e da criação do Sistema Único de Saúde (SUS), a saúde passa a ser um direito fundamental de todos e dever do estado assegurá-la. E ainda, a saúde deixa de ser vista sob uma ótica fechada como apenas a ausência de doenças e enfermidades, e passa a ser pensada sob um aspecto mais ampliado relacionado a fatores condicionantes e determinantes, como acesso a alimentação, moradia, segurança, trabalho, lazer, saneamento, entre outros.

Ao se olhar a saúde sob esta ótica ampliada, é possível compreender que esta ultrapassa o bem estar físico, e compreende também o bem estar mental, espiritual e social, dessa forma a responsabilidade sobre a saúde deixa de ser individual e passa a ser coletiva.

Apesar de o Brasil ser o único país do mundo com população maior de cem milhões de pessoas com um sistema de saúde público, gratuito e de qualidade e o Estado ter tomado a iniciava da saúde como um dever próprio, isso não retira os deveres e responsabilidades individuais de cada pessoa para com a saúde individual e também coletiva.

Levando-se em consideração o conceito de saúde ampliada e co-responsabilização, todo indivíduo deve zelar pela natureza para evitar propagação de pragas, deve zelar pelos patrimônios públicos que asseguram áreas de lazer, se atentar as imunizações como um cuidado coletivo, prezar e auxiliar na fiscalização de condições de higiene e saneamento, além de cobrar políticas públicas, já que estas medidas individuais acarretarão no bem-estar coletivo.

Sendo assim, construir uma sociedade mais saudável depende da união de esforços de todos os setores, desde políticas públicas até as ações individuais que quando realizadas no presente podem assegurar um futuro mais saudável para todos.