Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 11/06/2024

“Diante de toda ação há sempre uma reação de igual intensidade”. Essa é a terceira lei de Newton, que basicamente fala que a força é resultado da interação entre os corpos, ou seja, um produz, e o outro recebe. Nesse sentido, percebe-se que ela representa as consequências do direito á sáude em questão no Brasil, tendo em vista que esse problema acontece em virtude da falta de ação efetiva do poder estatal para produzir uma reação eficaz. Logo, cabe analisar essa questão, com ênfase em desigualdade social e negligência governamental.

Em primeiro âmbito, é indubitável que a desigualdade socioêconomica possui íntima relação com o revés. Nessa ótica, de acordo com o filósofo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de generalidade, exterioridade e coercitividade. Sendo assim, tanto a falta de conscientização quanto de empatia são consequências de uma atitude reprovável do Estado para com o fato social, tendo em conta que o poder público não faz campanhas e nem oferece meios para melhorar a equidade ao acesso á saúde para os indivíduos desfavorecidos socialmente, corroborando a persistência da assimetria social.

Outrossim, nota-se a ineficiência do governo para conscientizar a população a respeito do imbróglio. Segundo a teoria “Tabula rasa”, de John Locke, o ser humano funciona como uma folha de papel em branco, e é moldado de acordo com as experiências. Sob esse viés, como ocorre a omissão do Estado em promover campanhas de conscientização a respeito da igualdade na saúde , os indivíduos permanecem em modo de inércia, como uma tábula em branco, provida pela inexistência de ação estatal em preencher essa lacuna, porquanto, acreditam que essa perseguição é inofensiva. Por fim, como o Estado se omite em permitir condições aos cidadãos de desfrutarem plenamente de sua liberdade civil, as vítimas continuam sofrendo e sendo reprimidas pela falta de direitos.