Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 10/06/2024

Atualmente um dos assuntos mais discutidos no Brasil é a saúde pública e a quantidade de leitos disponíveis para a população, situação que ficou ainda mais evidenciada a partir de 2020 devido a pandemia de Covid-19, que começou em 2019 no mundo, mas atingiu seu ápice no Brasil no ano de 2020. Devido a grande quantidade de pessoas infectadas e a alta propagação da doença, ficou evidente que o número de leitos hospitalares era insuficiente para atender a população.

Outro fator que intensificou a crise e mostrou a fragilidade do Sistema Público de Saúde (SUS) eram a quantidade de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), bem como a concentração de leitos e hospitais em regiões metropolitanas ou grandes centros populacionais. Mesmo em cidades ou regiões que possuiam uma grande quantidade de leitos, ficou evidente a concentração em bairros ou regiões com pessoas de maior poder aquisitivo, negligeniando, atrasando e dificultando o tratamento da população em geral, mas principalmente da pobulações periféricas e de baixa renda.

É necessário frisar que o Brasil possuí a quinta maior população do mundo e é também o quinto país com maior extenção territorial, dentro os cinco países com as maiores populações é o único que possui um sistema de saúde universal e gratuito, o quê acaba dificultando o atendimento de toda a população, bem como a distribuição de leitos de recursos em todo o terrítorio nacional.

Diante dos fatos expostos é necessário uma reestruturação do Sistema Única de Saúde, onde haja um estudo, para que seja verificado os pontos onde são mais necessários os leitos e hospitais. Faz-se necessário também que haja consulta da população, para pessoas com menor poder aquisitivo e em situações de vulnerabilidade não sejam negligenciados. Outras medidas que podem ser adotadas também são: auxílio do sistema de saúde suplementar em parceira o governo e auditorias internas para que recursos que atualmente já são destinados ao SUS não sejam desperdiçados.