Direito à saúde em questão no Brasil
Enviada em 24/06/2024
Uma das disciplinas mais esclarecedoras dos cursos de saúde no Brasil, é aquela que fala sobre o Sistema Único de Saúde (SUS). Além de aprender sobre sua estruturação, seu objetivo e importância, aprendemos a diferença de igualdade, equidade e empatia. Essas são três palavras que deveriam ser levadas em consideração na pauta sobre o direito à saúde no Brasil.
De forma simples, igualdade seria todos terem acesso, da mesma forma, a saúde, já a equidade é a população ter acesso conforme sua necessidade. A empatia entra como um plus, em pensar qual a melhor forma da população ter acesso a saúde, ao qual ela possui direito.
Em um país, onde uma de suas maiores capitais possui 96 distritos sem leitos hospitalares, nos faz questionar até onde vai a igualdade e onde começa a equidade, e em qual parte fica a empatia. Apesar de 2,99 leitos para cada mil habitantes estar dentro da meta do Ministério de Saúde, não é difícil visualizar o mal planejamento na distribuição desses leitos, afinal fazer a Maria se deslocar uma distância significativa de sua casa, para receber atendimento, ao qual deveria ser fornecido de forma descomplicada, sai totalmente fora da relação de direitos à ela concedidos, e isso é apenas uma pequena parcela, dos locais mal planejados, insumos mal distribuídos, e por aí vai.
O SUS não precisa ser bonito e atender a todos, apenas no papel. É necessário realizar um planejamento bem estruturado, com as ferramentas disponíveis, antes de fazer acontecer. Não basta apenas pegar a porcentagem devida de verba pública e aplicar em determinado local, sem antes saber se aquele local tem essa necessidade, apenas para dizer “meu trabalho foi feito”.
A população pode e deve ajudar nesse quesito. Debater sobre, cobrar o que lhe é devido e questionar, faz parte do grupo de intervenções que podem ser aplicadas. Conhecimento sempre será a chave de tudo.