Direito à saúde em questão no Brasil
Enviada em 24/06/2024
O Sistema Único de Saúde Brasileiro (SUS), instituído em 1990 veio para revolucionar a maneira como se dava o acesso à saúde para o povo brasileiro, principalmente para a população que não tinha vínculo empregatício formal e dependia, quase que exclusivamente, de instituições filantrópicas e das Santas Casas de Miseridódia para ter acesso à atendimento médico. Apesar de melhorar significativamente o acesso da polulação aos serviços de saúde, o SUS, mais de 30 anos após a sua criação, ainda não consegue atender a todas as parcelas da polulação de forma satisfatória, não conseguindo por em prática o principal pilar de sua formação, que é o da igualdade de atendimento. A triste realidade da má dstribuição de leitos no Brasil não é uma questão unicamente de diferença do poder econômico entre as classes sociais, mas de falta de políticas públicas eficientes voltadas para as necessidades das classes menos assistidas. A quantidade insuficiente de Unidades Básicas de Saúde e a falta de investimento do poder público na saúde primária são fatores que contribuem diretamente para que a saúde da população venha se deterionando mais a cada ano. A falta de orientação e acompanhamento multidisciplinar adequado, além do envelhecimento natural da população, da má qualidade da alimentação, da falta da prática de atividade física, todos esses fatores contribuem para o aumento pela procura por leitos de internação, o que faz com que o SUS não seja capaz de absorver toda a demanda. Associado a isso, existe o fator da má distribuição de leitos, principalmente nas cidades mais afastadas da capitais, cujo acesso por meios de transporte é quase sempre ruim e nos bairros mais distantes dos centros, o que eleva a população mais pobre a sofrer ainda mais com a falta de assistência hospitalar adequada. É preciso rever as políticas de atenção às camadas mais pobres da população como um todo, para que, com a promoção correta à saúde e uma quantidade adequada de leitos, a população tenha um acesso mais qualificado aos serviços públicos de saúde.