Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 23/07/2024

O sistema de saúde no Brasil é uma questão bastante delicada, quando falamos do sistema público ou privado. Começando pelo público, temos profissionais pouco valorizados e reconhecidos, gerando uma insatisfação com o trabalho. Somando-se uma alta demanda de pacientes, temos uma população crescente em ritmo acelerado e a infraestrutura básica de saúde para essas pessoas, claramente não consegue acompanhar. Além disso temos uma deficiência muito grande de infraestrutura e tecnologia em Upas e hospitais públicos, desde de leitos, higiene, softwares e equipamentos, já que os investimentos do governo acabam sendo desiguais entre as frentes de atuação, variando de acordo com o interesse pessoal do governante e de seu partido. Quando falamos sobre o sistema de saúde privado, temos tantos problemas quanto o público, os problemas apenas mudam de ordem e cenário. Planos de saúde caros. Quanto mais idoso, mais caro fica. Qual a lógica? Depois de ter trabalhado boa parte da vida, quando mais se precisa de amparo, o sistema te “obriga” a gastar boa parte do seu salário em planos que quase nunca são ideias. Além disso o repasse de dinheiro dos planos de saúde para os profissionais deixa a desejar, fazendo com que muitos passem a não mais aceitá-los. Ou seja, paga-se o plano e a consulta particular. E o reembolso? Existem planos de saúde dificultando o uso dessa manobra para que você de fato use apenas aquela determinada carteira de profissionais. O sistema precisa de melhor planejamento e organização. O Brasil é muito grande e cada estado possui necessidades diferentes. O ideal seria termos representantes por estado, responsáveis por acompanhar o desenvolvimento da saúde e os investimentos destinados à ela. A saúde pública precisa funcionar de maneira ágil e eficiente, com bons profissionais, remuneração atraente, equipamentos de ponta, desenvolvimento de novos hospitais, leitos. Os planos de saúde precisam ser mais acessíveis, oferecer mais benefícios, tanto para o paciente, como para os profissionais da saúde, de modo que se sintam motivados em participar, precisa ser bom para todos não apenas para fazer dinheiro.