Direito à saúde em questão no Brasil
Enviada em 19/08/2024
Quando o assunto é direito à saúde no Brasil, entra-se numa discussão sensível. Ela divide opiniões extremas e geralmente de cunho partidário, mas que no fim ambas tem de concordar com a realidade: nosso sistema de saúde não comporta a demanda que possui.
Como mencionado nos textos a falta de leitos nas unidades de atendimento ao público são recorrentes, assim como sua distribuição desigual por bairros e municípios. Além da escassez de leitos, é comum constatar a falta de medicamentos e instrumentos nos postos de saúde,tornando o que já não é fácil para nossos profissionais da área, um grande desafio conseguir exercer sua função.
Outro ponto muitas vezes esquecido e exaltado apenas o lado do paciente quanto à lentidão dos atendimentos, visto muitas vezes como a falta de empatia dos profissionais da saúde com a dor daqueles atendidos; é a saúde mental desses profissionais da área. É comum no país criarem um arquétipo de “herói” ao olhar para essas profissões, esquecendo que por trás do jaleco branco, existe um ser humano, passível de imperfeições assim como todos os outros seres. E que apesar disso, estes tem de lidar com fatos como excesso de demandas, desigualdade social escancarada todos os dias; e o mais desgastante é a ter de lidar com a aceitação do “não poder fazer nada diante do fato”, por falta de recursos necessários para salvar uma vida.
Portanto, quando o assunto é direito à saúde no Brasil,apesar do Sistema Unificado de Sáude ser de acesso à todos os brasileiros; ele é de fato acessível? Enquanto brasileiro, podemos afirmar ter direito à saúde? Ou possuímos um pseudodireito assim como tantos outros que nos são devidos apenas no papel, o famoso para “Inglês ver”? Apresentar propostas de intervenção na área com Políticas Públicas de cunho preventivo neste texto seria o caminho mais indicado, mas se essa redação tratar disso, será apenas mais uma sugerindo soluções paliativas que não tratam de fato a raiz do problema.