Direito à saúde em questão no Brasil
Enviada em 10/09/2024
Não se pode falar do Brasil sem mensionar o que o país tem de melhor, que é o Sistema Único de Saúde (SUS). Sendo o único país com mais de 100 milhões de habitantes a dar atendimento grátis a população, o país vem sendo bombardeado de críticas dos próprios brasileiros quanto a falta de qualidade de vida no país. Será isso mesmo verdade, ou vale a prerrogativa de que a grama do vizinho é sempre mais verde?
É verdade que o poder de compra dos brasileiros é bem inferior a países da Europa, e Estados Unidos por exemplo. E podemos destacar a grande diferença social presente em bairros e regiões relativamente próximas como os bairros de São Paulo, em que alguns tem muito mais leitos por habitante do que a meta do ministério da saúde, enquanto outros estão bem abaixo. Mas, fazendo uma média geral da cidade, da 2,99 leitos para cada mil habitantes, está dentro da faixa aceitável pelo ministério da saúde que é entre 2,5 a 3 leitos para cada mil habitantes. Enquanto no Brasil todas as pessoas são aceitas no SUS, ainda que enfrentem longas filas, são atendidas e não sofrem o endividamento tão presente nos Estados Unidos por exemplo, onde uma simples sutura pode custar meses de trabalho de uma pessoa de classe média, fazendo com que muitos deixem de pedir socorro médico mesmo em casos graves.
Nenhum país é perfeito, sabe-se que o Brasil tem muito caminho pela frente, mas é importante reconhecer o que este país tão grande tem de melhor e não só olhar os pontos negativos. Poder comprar um Iphone mas não receber um tratamento de câncer por falta de dinheiro é crescimento econômico sem responsabilidade social, que não fará um país melhor que o outro.