Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 07/10/2024

É inegável que o Brasil é um país composto por diversas etnias, raças e com uma população que abraça a diversidade, mas que, também se aculturou a viver sob condições de saúde, sanitária, política e econômica não condizentes com seu tamanho e potencial. O direito a saúde talvez seja o elo mais fraco dessa intrincada corrente, onde somos o país com a quinta maior população do mundo e, mesmo assim, seguimos apresentando números cada vez mais alarmantes no acesso a saúde para a população, principalmente a população mais carente.

São Paulo, uma das maiores capitais do mundo, é um exemplo voraz desse fênomeno, onde as regiões mais privilegiadas como a Zona Sul apresenta a proporção de 35,53 leitos para cada 1.000 habitantes, enquanto a zona norte, menos favorecida, possui apenas 0,040 leitos para cada 1000 habitantes. A solução para esse problema não é fácil, visto que toda a cadeia citada na introdução tem sua parcela no resultado final, porém a má distribuição de recursos públicos se apresenta como fator chave para resolução desse problema. Temos como trunfo a atuação do SUS em nosso sistema de saúde, fazendo com que a redistribuição dos investimentos públicos na saúde priorize o Sistema Único de Saúde, no qual, oportunizará a criação de mais clinicas, hospitais, CAPS, CAPSI e demais centros de saúde gratuítos em regiões mais desfavorecidas. A criação de mais leitos hospitalares, além de atingir a meta do Ministério da Saúde, terá um profundo impacto na população, gerando mais segurança, emprego, qualidade de vida e condições mais dignas para o trabalhador brasileiro.

Por fim, a problemática no Brasil está longe de ser um problema a ser resolvido com medidas diretas. Entretanto, a atuação do SUS em nosso país, mesmo em condições precárias, já serve como uma estrela guia para mudarmos a estratégia, redirecionarmos os recursos e focarmos no bem mais valioso da nossa população, o brasileiro.