Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 12/11/2024

A criação do Sistema Único de Saúde (SUS) foi um marco na história da Saúde no Brasil. Como o quinto país com mais habitantes no mundo, possuir um sistema de saúde único, universal, público e gratuito coloca o Brasil no topo dos melhores sistemas de saúde do mundo. Mas isso não é suficiente para que não existam problemas graves relacionados ao serviço de saúde no país.

O SUS possui como um de seus principios o direito a saúde para todos os cidadãos. Este direito deve ser assegurado pelo estado por meio de políticas públicas que promovam o acesso universal e igualitário a saúde. Com uma realidade de 2,99 leitos para cada 1000 habitantes, incluindo cidades que nem possuem leitos disponíveis, o direito universal ao sistema de saúde parece uma realidade distante de ser alcançada.

A falta de disponibilidade de leitos é um reflexo de diversos fatores envolvendo a gestão do SUS. A quantidade de recursos destinados ao sistema de saúde não é suficiente para atender a demanda crescente da população, que por sua vez aumenta sua longevidade a cada década. A população está cada vez maior e vivendo mais tempo, o que sobrecarrega o sistema de saúde, que por sua vez não aumenta os recursos destinados ao setor de forma proporcional ao crescimento. Desta forma, a conta não fecha e o aumento de pessoas que adoecem e morrem a espera de atendimento cresce a cada dia.

Com isso, fica evidente que a gestão do SUS precisa avaliar e acompanhar o crescimento populacional e as atualizações no estilo de vida atual para conseguir cumprir com seus princípios. O país precisa disponibilizar os recursos necessários para garantir o direito à saúde e o atendimento universal. Isto com certeza é uma dificuldade antiga que impede que o sistema, que é perfeito no papel, seja efetivo na realidade.