Direito à saúde em questão no Brasil
Enviada em 26/11/2024
No Brasil, o direito à saúde é garantido pela Constituição. E, como apresentado por um dos textos motivadores, em 2015 era o único país com mais de 100 milhões de habitantes a ter um sistema de saúde público voltado para toda população. Contudo, o Sistema Único de Saúde (SUS), apresenta problemas, originados principalmente, da grande extensão do país e da numerosa população. Alguns exemplos que podem ser citados, são: a falta de leito hospitalares, de medicamentos e de profissionais de saúde.
Uma das possíveis resoluções para a falta de leitos hospitalares é o estudo das características das regiões que têm escassez de leitos. Conhecendo a quantidade de habitantes da região, as doenças e transtornos mais comuns, o histórico de internações, a quantidade de acidentes, entre outros detalhes. E, assim, construir novas unidades hospitalares, e unidades básicas de saúde, em pontos estratégicos que permitam o fácil acesso. Ou ampliar, de forma planejada, o número de leitos nos hospitais já existentes, evitando gastos desnecessários.
Com o estudo das características da população é possível planejar projetos de conscientização da população e de reestruturação da oferta de serviços, visando a redução de casos de pacientes que necessitam passar por atendimentos hospitalares, procedimentos cirúrgicos ou, atendimentos com profissionais especializados e redução no uso de medicamentos.
Como já visto em outras racionalidades médicas, a saúde não deve ser baseada apenas no tratamento imediato dos sintomas (pensamento originado da cultura ocidental), mas sim na prevenção e criação de hábitos saudáveis. Os projetos de conscientização de hábitos alimentares, de prática de esportes, qualidade de sono, atividades fora do ambiente virtual, acolhimento do paciente, de acompanhamento médico no mínimo semestral, visitas de agentes de saúde, servem para fortalecer a prevenção. O investimento em práticas integrativas e complementares também podem ser aliados na saúde básica, por terem baixos custos ao SUS e serem capazes de atender vários pacientes.