Direito à saúde em questão no Brasil
Enviada em 05/12/2024
O direito à Saúde no Brasil, embora ressaltado na Constituição Federal em 1988, permanece sendo tema de debates, refletindo sobre sua real efetividade em diversos fragmentos no cenário da Saúde Pública no país. O reflexo de que a saúde é entendida como um direito fundamental, frequentemente é limitada pela desigualdade regional, déficit de infraestrutrura e gestão pública muitas vezes ineficiente. A Universalização e Equidade do Sistema Único de Saúde (SUS), continua a enfrentar grandes desafios siginificativos em sua execução, como a escassez de recursos próprios, distribuição desigual de serviços ofertados e consequentemente, a superlotação ds hospitais. Estudos realizados pela Harvard Medical School nos últimos anos, destacam que apesar dos inúmeros avanços com o SUS, o Brasil continua sofrendo com a influência da grande disparidade no acesso aos serviços de saúde e em paralelo, os estudos relatam até mesmo que a qualidade do atendimento e assitência em saúde ainda é fortemente influenciada por fatores socioeconômicos e geográficos, em especial as regiões de áreas rurais ou mais afastadas de grandes polos capitais. Soma-se também os entraves mediante ao próprio financiamento do SUS, muitas vezes instável, o que impacta diretamente na implementação de novas políticas públicas eficazes. Portanto, o direito à saúde no Brasil não se limita apenas â criação de normas e políticas públicas, mas exige também uma ação concreta no sentido de garantir que todos os cidadãos, independente de sua localização ou classe social, tenham acesso a serviços de saúde apropriados. A implementação de uma saúde verdadeiramente universal depende de um comprometimeto governamental com o financeiro, uma gestão eficiente e a igualdade no acesso, para que o direito à saúde seja não apenas garantido, mas efetivamente exercido por toda a população. Além disso, a crescente utilização de tecnologias digitais, como telemedicina, inteligência artificial e prontuários eletrônicos, oferece novas formas de aprimorar a gestão e o atendimento no SUS, tornando os processos mais agéis, eficientes e ampliando o alcance dos serviços de saúde no Brasil.