Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 16/12/2024

O direito à saúde, assegurado pela Constituição Federal de 1988, estabelece o dever do Estado em garantir acesso universal e igualitário aos serviços de saúde. Contudo, a prática revela uma realidade distante desse ideal, marcada por disparidades no acesso a recursos básicos, como evidenciado em São Paulo. De acordo com o Mapa da Desigualdade, 30 distritos da capital paulista não possuem leitos hospitalares, enquanto áreas como o Jardim Paulista concetram a maior parte dos recursos.

Apesar dessas desigualdades, o Sistema Único de Saúde (SUS) é um marco internacional. O Brasil é o único país com mais de 100 milhões de habitantes a dispor de um sistema público, universal e gratuito. Essa conquista , entretanto, enfrenta desafios, sobretudo em um país de dimensões continentais e com regiões urbanas profundamente desiguais.

Para superar essas barreiras, é imprescindível que o poder público invista na descentralização dos serviços de saúde, priorizando distritos e municípios com menor cobertura. Medidas como a construção de unidades hospitalares em áreas vulneráveis, o fortalecimento da atenção básica e a redistribuição de recursos podem reduzir as disparidades. Ademais, é necessário ampliar o uso de tecnologias para monitorar demandas e assegurar uma gestão eficiente.

O SUS é uma política pública essencial e um modelo de inclusão. Contudo, o pleno exercício do direito à saúde só será possível com políticas efetivas que enfrentem a desigualdade, garantindo que todos os brasileiros, independentemente de sua localização, tenham acesso digno aos serviços de saúde.