Direito à saúde em questão no Brasil
Enviada em 16/12/2024
O número de habitantes do Brasil deve ser levado em consideração sempre quando se faz comparações com países mais desenvolvidos. Administrar um país de medidas continentais e população entre as maiores do mundo, é uma coisa, adminstrar um país de 500.000 habitantes, outra. Tendo essa perspectiva, e comparando com países com dimensões semelhantes, como Estado Unidos, China, Indonésia, podemos considerar que temos, pelo menos na teoria, um sistema de saúde mais acessível a todos. Porém, é evidente que ainda estamos longe do ideal, uma vez que, apesar de o serviço ser público, não vem atendendo a demanda necessária, principalmente nas periferias das cidades. Um exemplo disso é a cidade de São Paulo, maior cidade e mais rica do país. As pessoas que moram afastadas do centro e não tem condições de pagar um plano de saúde particular, sofrem para ter um atendimento público digno, tendo que pegar horas e mais horas de fila e contam com unidades de saúde sem as devidas condições de infraestrutura e até mesmo de profissionais. Citei esse exemplo, mas podemos considerar que a grande maioria da população brasileira sofre com esse tipo de infortúnio. Logo, não acho que devemos criticar o sistema único de saúde brasileiro, até mesmo porque em países com semelhanças ao Brasil, por exemplo, não existe esse tipo de sistema. Devemos criticar a forma como o recurso público arrecadado, com pagamento de tributos de seus cidadãos, é direcionado ao sistema único de saúde (SUS). Pois, como dito no início do texto, o Brasil possui medidas continentais e é um dos maiores países em população no mundo, logo, tem uma arrecadação exorbitante de recursos, tendo plenas condições de não só continuar com o SUS, que é um plano, na teoria, ótimo e justo para todos, mas de melhorar sua atuação e serviço, tendo uma infraestrutura melhor, mais unidades de atendimento, profissionais mais preparados e conseguindo assim ser um país mais justo com toda sua gente, dos mais ricos aos mais pobres.