Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 30/12/2024

Falar sobre direito à Saúde no Brasil, é sobre falar também do ousado sistema de saúde neste imenso e diverso país. Sim, ousado! O Brasil é um país além de populoso, de tamanho continental, o que significa dizer que é múltifacetado e diversos. Cada região possue suas características, regionalinalidade e desafios. Ter um Sistema Único de Saúde com a proposta de universalidade, gratuito e unificado é no mínimo ousado,para não dizer ilusório.

Mencionado em dos textos “motivadores”,considerando uma única região como São Paulo, as discrepâncias em termos númericos e qualitativos tratando de saúde e sua complexidade são enorme comparando bairros de poucos Kms de distância, ao projetar isso a nível nacional a realidade é triste e “concentracionista”, como outros dados socioeconônimos.

Como uma boa brasileira, sou otimista. A proposta do SUS parece ousada e ilusória, mas ainda acredito ser factível, se a estrutura, planejamento e recursos forem reeorganizados. As políticas devem ser de âmbito nacional, no que tange aos direitos, acessos e abrangências, mas tanto os desdobramentos das estratégias, quanto à gestão e a distribuição dos recursos devem ser regionalizadas,atendendo as especificidades e demandas,e claro, fiscalizadas por um orgão indepedente.

Políticas, critérios de distribuição e localização dos serviços devem ser revistos, assim como a priorização dos níveis assistenciais,o nível primário, a conscientização de saúde e prevenção deve ser o foco principal, com maior investimento. O brasileiro precisa de educação em saúde! Assim, além de se tornar o agente essencial de cuidados e prevenção de sua saúde, socialmente saberá fazer melhores escolhas e evitará necessidade de acesso ao nível secundário e terciário de assistência.

Direito à Saúde, é um tema complexo na realidade econômica e social brasileira, considerando o envelhecimento populacional, o alto custo da assistência, a falta de critérios de judicialização, corrupção, mas ainda assim, é um direito adquirido, que não deve deixar de existir.