Direitos da terceira idade: Como enfrentar esse desafio nacional?

Enviada em 15/08/2026

Conforme a lei nacional, descriminar, abandonar ou mesmo deixar de prestar assitência a terceira idade configura-se como crime perante ao Estatuto do Idoso. Contudo, mesmo com algumas prerrogativas assegurados no papel, na prática, o etarismo ainda é uma questão e um estigma que coloca em prova os direitos de tal grupo na sociedade. De certo, essa problemática segue sendo um desafio a ser enfrentado por conta da sua invisibilade e a negligência fiscal do Estado.

A célebre escritora Djamila Ribeiro, afirma que para uma problemática ser mitigada é primeiro necessário tirá-la da invisibilidade. Certamente, essa perspectiva traz consigo muita coesão quando associado a realidade dos idosos no Brasil, esses que muitas vezes são marginalizados, abandonados ou alvo de preconceito pela falta de visibiladade de suas habilidades, formações ou mesmo capacidades físicas e mentais. Por essa razão, urge a necessidade de maior reconhecimento de suas competências para a concretização de seus direitos.

Para além do exposto, mostra-se inegociável destacar o descaso governamental acerca da fiscalização dos direitos dos idosos. A sobrecarga na saúde pública, preços descomedidos de medicações e falta de especialistas como geriatras, afeta diretamente o grupo que, em sua maioria, necessita de mais cuidados. A consequência dessa negligência estatal são os números crescentes de violência, golpes, abusos entre outros problemas que vão em contramão a integridade e equidade que deveriam ser asseguradas para essa faixa etária.

Dado o exposto, é preciso evidenciar a necessidade do enfrentamento desses desafios. Para tanto, cabe ao Estado - ógão responsável por promover a segurança dos direitos dos cidadãos - propôr projetos de conscientização nacional e fiscalização rigorosa, por meio de campanhas e parcerias públicas ou privadas que promovam a garantia de redes de apoio, acessibilidade e liberdade dos idosos, a fim de instruir e mobilizar a populaçao para que a inclusão e respeito sejam garantias nao só das camadas mais jovens mas de todas, sem exceções.