Direitos da terceira idade: Como enfrentar esse desafio nacional?

Enviada em 30/08/2019

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela ONU (Organização das Nações Unidas) - é direito de todos os cidadãos, sem qualquer distinção, a liberdade, a segurança pessoal, o bem-estar e a vida. Contudo, hodiernamente, o cenário visto pelos idosos no Brasil, impede que isso ocorra na prática, devido, não só ao abandono que sofrem por seus familiares, como também à falta de políticas públicas que visem o exercício pleno dos direitos dessa parte da população.

Em primeiro plano, é vital advertir ao fato de que uma parte considerável de idosos encontra-se desamparada pela família. Segundo a revista ISTOÉ, a porcentagem de homens e mulheres com mais de 60 anos que vivem em alojamentos públicos cresceu 33 por cento em 5 anos. Ademais, esses locais, em sua grande maioria, não oferecem os cuidados necessários para que haja um mínimo de qualidade de vida possível para essa população. Conforme diz a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, a realidade dos abrigos no Brasil apresenta inúmeras adversidades.

Em segundo plano, faz-se essencial discutir acerca da carência de ações governamentais destinadas a alterar essa problemática. No Brasil de hoje, a população idosa, está, frequentemente, exposta a maus tratos, visto que as leis que protegem essa minoria, não se mostram eficazes no que se propõem a cumprir. Referente a isso, convém citar o livro Cidadão de Papel, escrito por Gilberto Dimenstein, que discorre sobre como nosso país apresenta leis louváveis, mas que, infelizmente, não são aplicadas com êxito.

Em síntese, é mister que medidas sejam tomadas para converter esse cenário. O Ministério dos Direitos Humanos, juntamente com o poder executivo deve criar projetos de abrigos humanizados, nos quais haja uma fiscalização frequente e atividades sociais, bem como atendimento psicológico e nutricional, por meio de profissionais bem remunerados e bem preparados, a fim de assegurar os mínimos direitos previstos na Constituição aos idosos. Dessa maneira, poderemos alcançar, gradativamente, um país mais justo com seus habitantes, pois como diz Gabriel o Pensador, compositor, escritor e empresário brasileiro, ‘’na mudança do presente, a gente molda o futuro’’.