Direitos da terceira idade: Como enfrentar esse desafio nacional?

Enviada em 10/04/2020

É fato que a expectativa de vida dos idosos no Brasil está crescendo, e, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), espera-se que a população viva, em média, até os 76,3 anos. De acordo com o Estatuto do Idoso, instituído pela Constituição Federal em 2003, o idoso possui diversas prioridades, a exemplo do atendimento preferencial em órgão público e privados, bem como veda qualquer tipo de discriminação ou violência para com eles. Contudo, há a má fiscalização e implementação das leis, e, em muitos casos, os idosos são negligenciados e impossibilitados de gozar de seus benefícios instituídos pela lei.

Em primeiro plano, é importante ressaltar que os idosos possuem prioridades ao utilizar veículos públicos, a exemplo de ônibus e metrôs, a fim de garantir que tais pessoas não tenham a necessidade de ficar em pé durante o trajeto. Entretanto, é muito comum ver jovens e adultos não cedendo seus lugares para os prioritários, perpetuando a ideia de que a sociedade em que se vive é individualista. Tal fato é comprovado por Zygmunt Bauman, em sua teoria da modernidade líquida, onde evidencia que “as relações escorrem pelo vão dos dedos”, ou seja, as pessoas constroem muros ao seu redor, e, com isso, negligenciam a parte da população que necessita de maior atenção.

Em segundo plano, fazendo analogia à série de televisão “Virgin River”, onde a cidade que se passa a trama é muito pequena, sendo assim, a prefeita chama uma enfermeira renomada para substituir o trabalho do médico local. Todavia, pelo seu excelente trabalho, o médico continua atendendo, porém, com o auxílio de mais uma profissional. No Brasil, a exemplo da série, os idosos estão cada vez mais ávidos para continuar em atividade no mercado. De acordo com o IBGE, em 2040, metade da população trabalhadora brasileira terá mais de 50 anos, o que fará com que empresas e companhias se obriguem a os contratarem.

Para resolver essa problemática, é mister que o Estado, juntamente com ONG’s, por meio de verbas destinadas à área, crie campanhas e projetos para que haja a maior contratação e adesão de idosos no mercado de trabalho. Tais projetos devem visar a importância de tal contratação, evidenciando a futura realidade, de 2040, no cenário brasileiro, dando a devida importância aos seus trabalhos. Ademais, o Estado deve garantir a execução das leis em vigor, a exemplo do Estatuto do Idoso, por meio da maior fiscalização da segurança pública, a fim de garantir que os idosos possam usufruir plenamente de seus direitos.