Direitos da terceira idade: Como enfrentar esse desafio nacional?
Enviada em 22/07/2020
Violência. Marginalização. Negligência. Esses são os conceitos que caracterizam os desafios a serem superados no Brasil com o aumento da expectativa de vida da população. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grande problema de contornos específicos em virtude da falta de racionalidade por parte do agressor e do silenciamento à nível social. Em primeira análise, de acordo com o Ministério dos Direitos Humanos, em 2017, foram contabilizados mais de 33 mil denúncias de abusos e agressões contra idosos, muitas vezes acometidas pelos próprios familiares. Assim, segundo Hegel, um dos filósofos mais importantes da história, a razão rege o mundo. No entanto, verifica-se uma atuação da irracionalidade na questão da asseguração da proteção aos idosos na sociedade brasileira, que tem como base uma forte influência da falta de um pensamento racional. Assim, sem a presença de uma lógica que permita tomar decisões de bom senso, esse problema tem sua intervenção dificultada. Além disso, a dificuldade de reinserção da população da terceira idade no Brasil encontra terra fértil na marginalização social. Nesse sentido, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que o problema que contribui como desafio para a qualidade de vida dos idosos na sociedade atual seja resolvido, faz-se necessário debater sobre. No entanto, percebe-se uma lacuna no que se refere a essa questão, que ainda é muito silenciada. Assim, trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nele. Depreende-se, portanto, a necessidade de se adequar a longevidade atual da população, com o intuito de promover bem-estar e qualidade de vida sem distinção. É importante que o Governo Federal em consonância com o Poder Legislativo estabeleçam a garantia de cotas trabalhistas dirigidas à população idosa, respeitando suas limitações físicas e capacitantes estabelecidas pelo Estatuto do Idoso, para que possa ser promovida a sua reinserção no mercado de trabalho e, consequentemente, maior autonomia do individuo. Dessa maneira, com o Estado auxiliando no fim de negligências e marginalizações, será possível promover a inclusão dessas pessoas que, por tanto tempo, colaboraram com o país e merecem ter amparo social.